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Miriam Botassi, a Bibliotecária que fundou o CIM

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Uma mulher de desbravadora e cheia de vida, esta foi a Miriam Bottassi.
Ela nasceu em São Paulo em 11 de junho de 1947, foi uma defensora e lutadora pela causa feminista da sua época. Formou-se em Biblioteconomia na Faculdade de Sociologia e Política, e também em Jornalismo.
Organizou muitas bibliotecas, inclusive:
• o Centro de Documentação da Pastoral Vergueiro;
• a Biblioteca e Centro de Documentação da Fundacentro;
• o Arquivo Edgar Leuenroth (UNICAMP);
• o Arquivo do Patrimônio Cultural de Moçambique;
• o INST – Instituto Nacional de Saúde do Trabalhador.
Sempre levando suas idéias avançadas quanto a organização de centros de documentos não convencionais.
Com sua coragem e força organizou com outras feministas uma Instituição que tem nome “CIM” – Centro Informação Mulher, situada na Rua da Consolação, 605- Consolação –SP. Uma organização civil do movimento de mulheres, que foi criado em 1981, dirigida pela coordenadora Marta Baião. Esta organização tem como objetivo desenvolver atividades e ações de acumular, Acervar, registrar, recuperar, divulgar e socializar a história das mulheres nos movimentos sociais. Um trabalho que merece ser conhecido e reconhecido pela nossa comunidade.
O CIM está aberto para visitas durante o dia e possui uma equipe de sete colaboradores, que trabalham todos os dias. Uma das bibliotecárias que nos forneceu dados sobre o CIM, que permitiu entrevist´-la, foi a Bibliotecária Isabel Aparecida Amato, especialista em Consultoria Arquivística.
Hoje todo este movimento do CIM, foi e é possível, graças ao trabalho Miriam Bottassi. Ela morreu de câncer em agosto de 2000.

Assista a entrevista de Isabel Amato



Abaixo algumas imagens desse movimento



Conheça um pouco mais do CIM: http://www.cimsp.com.br/

O Bibliotecário é um pesquisador

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Professora e doutora, Vânia Martins Bueno de Oliveira Funaro é descendente de espanhóis, nascida em São Paulo. Cursou Biblioteconomia e Documentação na FESPSP, formada em 1982, com especialização na UFPR (Curitiba), e a 2a especialização na FESPSP, mestrado pela PUCCAMP (1997), obteve bolsa da CAPES para doutorado sandwuiche em Madrid (Universidad Carlos III) e doutorado (foto) pela ECA-USP (2010) com o título "Rede colaborativa entre autores em odontologia: docentes dos programas de pós-graduação credenciados em universidades participantes do Sistema de Informação Especializado Odontologia (SIEO)."

Para Vânia o bibliotecário deve ser um pesquisador, "não pode parar", a área de biblioteconomia está precisando de profissionais que queiram fazer pesquisa. Ela manda um recado a todos os profissionais de biblioteconomia: "A nossa profissão não e do futuro, é da atualidade".

Mas, a profª e drª Vânia também é alegre, divertida e como ela mesmo se define" Ama a vida, os amigos, uma cerveja bem gelada e é saopaulina... a foto abaixo mostra a profª Vânia e aluna Paty, de biblioteconomia, em um momento de descontração. Que música será que elas estavam cantando???













Assista a entrevista:






Biografia - Rita de Fátima Gonçalves Pisniski

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Rita de Fátima Gonçalves Pisniski nos contou como foi parar na Biblioteconomia.

Ela sempre gostou muito de bibliotecas e como estudante de Pedagogia freqüentava assiduamente a biblioteca de sua região, na época Biblioteca Presidente Kennedy (hoje Prestes Maia), em Santo Amaro. Em uma dessas idas a biblioteca o Sr. Luiz, um dos funcionários, com quem sempre conversava bastante, sugeriu que ela fizesse o curso de Biblioteconomia.
Mesmo atuando como professora efetiva seguiu os conselhos do Sr. Luiz e foi fazer o curso de Biblioteconomia (FESPSP), se formando em 1983, mas não tinha a menor intenção de trabalhar na área, para ela tudo no curso era novidade porque apenas conhecia a biblioteca como usuária.
No período em que Jânio Quadros (1985-1988 como prefeito de São Paulo) houve muitas greves e paralisações de funcionários públicos, faltavam profissionais preparados para trabalhar em bibliotecas.
Como fazia habitualmente foi até a Biblioteca Belmonte retirar livros para trabalhar com seus alunos e mencionou a bibliotecária que também possuía graduação na área de biblioteconomia. Esta logo pediu seu nome e telefone para contato. E uma semana depois fora convidada a ocupar um cargo de bibliotecária na biblioteca Malba Taham, no bairro de Veleiros – SP.
Algum tempo depois foi aberto um concurso público na área de Biblioteconomia e Rita foi aprovada como bibliotecária efetiva. Com isso, exoneração da Educação.
E ao longo de sua trajetória profissional descobriu o encantamento pela Biblioteconomia. Confessou que gosta mesmo é de trabalhar com o público no setor de referência e teve a oportunidade de observar cada um com suas características.
Hoje é diretora da Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato e voluntária no Projeto do Jardim Ranieri. E por meio de sua atuação como profissional bibliotecária está servindo de parâmetro para que outras pessoas façam o cursos de biblioteconomia.